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Cientistas mapeiam estresse do milho com big data


Cientistas da Universidade Estadual de Iowa (ISU) realizaram um estudo com uso da big data para mapear respostas do estresse do milho causado pelo calor. Os resultados foram divulgados em um artigo chamado “Large-scale Biology”, publicado na revista acadêmica The Plant Cell.

A pesquisa conseguiu identificar as respostas detectadas no retículo endoplasmático, que é uma organela presente em células de plântulas de milho. Stephen Howell, professor de genética, desenvolvimento e biologia celular e autor sênior do estudo, afirma que uma melhor compreensão de como o milho lida com o estresse pode ajudar os agricultores a cultivarem plantas que possam tolerar e continuar a produzir sob essas condições.

“Dobragem de proteínas é um processo muito delicado que é facilmente perturbado.  Queremos entender os mecanismos da resposta ao estresse para encontrar maneiras pelas quais podemos intervir para promover a sobrevivência”, comenta.

Nos testes, os pesquisadores aplicaram um produto químico em mudas de milho a fim de imitar condições ambientais que causam estresse climático na planta e após monitoraram a atividade de cerca de 40.000 genes usando vários artifícios tecnológicos diferentes. Renu Srivastava, cientista assistente do ISU Plant Sciences Institute e coautor do estudo, lembra que esse é um dos primeiros estudos sobre o estresse do milho a ser realizado neste nível e se torna muito importante para o futuro da pesquisa agrícola, no que se refere à resistência das culturas a condições ambientais.

A pesquisa foi apoiada por financiamento da National Science Foundation e do ISU Plant Sciences Institute.

Por Leonardo Gottems

Fonte: Agrolink