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Etanol de milho deve aliviar a longa entressafra da cana


Nesta primeira quinzena de outubro,o fim da safra canavieira 2018/19 deve ocorrer em algumas unidades sucroenergéticas da região Centro-Sul do Brasil. Segundo Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), a longa estiagem provocou quebra agrícola e acelerou o ritmo da colheita (sem chuva não houve paradas), o que levará cerca de 80% das usinas a anteciparem em 27 dias o término da safra, os outros 20% deverão antecipar o término em 12 dias.

Com a seca a expectativa de moagem para a safra 2018/19 deverá cair de 596 milhões de toneladas para 560 milhões de toneladas, aponta a Unica. Outro efeito negativo da falta de chuva é que a socaria não está evoluindo bem, o que provocará atraso no início da safra 2019/20, ou seja, a entressafra será longa.

Sem a colheita da cana, o setor não poderá atendera grande demanda de etanol que vem ocorrendo – de abril até o momento, vende-se 42% a mais de etanol do que no mesmo período do ano passado. Com a menor oferta, a expectativa é que preço do combustível verde aumente, mas, mesmo assim deverá se manter 30% abaixo do valor do litro da gasolina.

A previsão é de que produção de etanol de milho alivie a menor oferta de etanol de cana.Jorge dos Santos, diretor-executivo do Sindicato da Indústria Sucroalcooleira de Mato Grosso (Sindalcool-MT), estima que em Mato Grosso vai sobrar acima de 200 milhões de litros de etanol durante a entressafra de cana para poder exportar a outros Estados, como São Paulo.

Fonte: CanaOnline