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Guerra comercial segue e soja patina nos EUA


O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago registrou ontem (8/4) baixa de 0,25 ponto no contrato de Maio/19, fechando em US$ 8,8975 por bushel. Os demais vencimentos em destaque da commodity na CBOT também fecharam a sessão com desvalorizações entre 0,25 e 1,00 ponto.

Os principais contratos futuros abriram a semana com ligeiras perdas no mercado norte-americano da soja, sofrendo pressão pelo aumento nas estimativas de colheita da soja sul-americana. “Uma consultoria brasileira estima que a colheita de soja no Brasil esteja 83% concluída, acima do ritmo médio de 77%. Uma pesquisa da Reuters mostra estimativas para um leve aumento na produção de soja da Argentina em 55,36 MT, com o Brasil em 116,19 MT no relatório WASDE de terça-feira”, aponta o analista Luiz Fernando Pacheco, da T&F Consultoria Agroeconômica.

A Consultoria AgResource destaca que o mercado iniciou a semana em “banho-maria”, após uma nova rodada de negociações entre os EUA e a China onde nenhuma novidade e nenhum progresso foi notado: “A especulação permanece cética frente a retórica política de Trump e Jinping, com o pessimismo em expansão sobre o fim da Guerra Comercial. Os fundos de gestão ativa mantêm o posicionamento em massa no lado das vendas, para todas as principais commodities agrícolas aqui na CBOT”.

“A percepção de que o relacionamento entre norte-americanos e chineses continuará em atrito, fomenta a entrada de posições vendidas na soja, milho e trigo. A oleaginosa estadunidense passa pelo cenário mais delicado, com um montante em estoques de 70 MT no país e baixas perspectivas de escoamento do grão, com a permanência das tarifas chinesas de 25% para importação”, concluem os analistas da ARC Mercosul.

Por Leonardo Gottems

Fonte: Agrolink